segunda-feira, 30 de setembro de 2019



Após MPF sugerir semiaberto a Lula, 
juíza pede à PF certidão de conduta

A Superintendência da Polícia Federal no Paraná deve entregar uma certidão de conduta carcerária do ex-presidente Lula. O pedido foi feito pela juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente. Na última sexta-feira (27), os procuradores do Ministério Público Federal que atuam na força-tarefa Lava Jato solicitaram a progressão de regime para que Lula passe a cumprir pena no regime semiaberto, pois atingiu um dos requisitos para ter o benefício ao completar um sexto da pena, de 8 anos 10 meses e 20 dias. A Lei de Execução Penal ainda prevê o "bom comportamento carcerário" como segunda condição para progredir de regime. Lebbos também solicitou que a defesa do ex-presidente se manifeste sobre a solicitação do MPF. Em entrevista nesta segunda-feira (30), o procurador e coordenador da força-tarefa Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou que é “obrigação” do MPF solicitar a progressão de regime de Lula.

Em carta, Lula diz que não aceita 
progressão para semiaberto
Após passar o dia reunido com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sala onde Lula está preso, na superintendência da Polícia Federal do Paraná, o advogado do petista, Cristiano Zanin Martins informou, nesta segunda-feira, que Lula reafirmou sua posição de não aceitar a progressão do regime de prisão para o semi-aberto, como reivindica o Ministério Público Federal.
Zanin disse que Lula não aceita nenhuma barganha em relação a sua liberdade, porque não reconhece a legitimidade do processo e da condenação que foi imposta a ele pelo ex-juiz Sergio Moro. E leu uma carta escrita pelo ex-presidente.


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