sábado, 15 de setembro de 2012

Domingo de chuva e vento
Meteorologia alerta para risco de chuva intensa e vento forte do Centro para o Sul do Estado.
Neste domingo muitas nuvens vão cobrir o território gaúcho e deve chover em todas as regiões do Estado. Segundo a MetSul Meteorologia, o Rio Grande do Sul enfrentará nesta semana uma sequência de dias de intensa instabilidade, que deve se prolongar ate quinta-feira. O mau tempo já provocou uma morte neste sábado na área central, onde um agricultor foi atingido por um raio.
A probabilidade maior é chover no Centro, Sul e Oeste do Rio Grande do Sul com risco de chuva forte localizada. Segue o alerta de temporais, sobretudo na Metade Norte. A temperatura fica menor no Sul gaúcho, mas continua muito abafado no Norte do Estado, onde há ar mais quente.
Chuva extrema e vento intenso são ameaças
Até quinta-feira pelo menos, o Rio Grande do Sul estará sob risco de tempo severo. De acordo com a MetSul, o quadro é de alto risco pela perspectiva de chuva extrema e tempestades. Boletim para a América do Sul do NOAA, o órgão de Meteorologia do governo americano, define o quadro desta semana no Uruguai, Centro da Argentina e Rio Grande do Sul como “particularmente perigoso”. Modelos insistem em volumes na semana de 100 a 200 mm em grande parte da Metade Sul do Estado com acumulados pontuais que poderiam atingir ou exceder 300 mm, o que potencializa alagamentos, cheias e inundações.(Informações: CP on-line)
Bancários: greve começa na terça-feira
Atividades serão paralisadas em Porto Alegre e na região Metropolitana
A partir de terça feira (18), bancários da Capital e região Metropolitana estarão em greve por tempo indeterminado. Para o Sindicato dos Bancários, a greve e consequência do desinteresse da Federação dos Bancos (Febraban) em discutir o reajuste salarial e outras demandas da categoria.
 “Temos um cenário,nos últimos anos, de bancos com altíssima lucratividade e os patrões insistem em oferecer apenas a reposição da inflação, sem aumento real aos trabalhadores”, diz Mauro Salles, presidente do Sindicato dos Bancários.
Mauro explica que o pedido dos bancários é de reposição da inflação mais 5% de aumento real, com piso salarial de R$ 2.416,30 equivalente ao salário mínimo do DIEESE. Outras reivindicações incluem maias contratações, fim de metas abusivas e mais segurança, incluindo a obrigatoriedade da porta de segurança em todas as agências e postos, fim da guarda das chaves do cofre e das unidades por bancários e vigilantes. Pedem ainda divisórias para garantir a privacidade nos saques, além de melhoria da assistência de saúde às vitimas de assaltos e sequestros.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por sua vez, divulgou em nota que a proposta das instituições está na mesa de negociação para ser debatida com o movimento sindical. “A Federação confia no diálogo, que tem sido presente nas negociações de 2012, para alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários”, diz o texto.

Imortal Tricolor
Hoje, dia 15 de setembro, o Grêmio Futebol Porto Alegrense está comemorando 109 anos de fundação. A c idade foi homenageada com um foguetório sensacional e amanheceu bordada de camisas azul, branco e preto. Eram gremistas que se dirigiam ao Olimpico para um abraço simbólico ao velho estádio que vai desaparecer breve para que os torcedores ocupem os belos espaços da nova Arena.
Num dia como hoje, mesmo sendo colorado, não há como ficar indiferente ao que representa o Grêmio para o futebol, não só gaúcho como brasileiro. É um clube forjado na luta de grandes batalhas e coberto por glórias que o tornaram, como diz sua torcida, “imortal”.
Então, no dia em que pelo menos metade do Rio Grande festeja o aniversário do Grêmio, nada mais justo do que deixar aqui a homenagem deste blog a imensa família tricolor, torcendo para que ela esteja sempre ao lado de seu time, festejando, vibrando e engrandecendo cada vez mais o futebol do Rio Grande do Sul.
Com o Hino do Grêmio, saudamos sua imensa torcida pelos 109 anos de glórias.

Marcos Valério envolve Lula no mensalão
Diante da perspectiva de terminar seus dias na cadeia, o publicitário começa a revelar os segredos que guardava - entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo. "Lula era o chefe", vem repetindo Valério.
Dos 37 réus do mensalão, o empresário Marcos Valério é o único que não tem um átimo de dúvida sobre o seu futuro. Na semana passada, o publicitário foi condenado por lavagem de dinheiro, crime que acarreta pena mínima de três anos de prisão. Computadas punições pelos crimes de corrupção ativa e peculato, já decididas, mais evasão de divisas e formação de quadrilha, ainda por julgar a sentença de Marcos Valério pode passar de 100 anos de reclusão. Com todas as atenuantes da lei penal brasileira, não é totalmente improvável que ele termine seus dias na cadeia.
Apontado como responsável pela engenharia financeira que possibilitou ao PT montar o maior esquema de corrupção da história, Valério enfrenta um dilema. Nos últimos dias, ele confidenciou a pessoas próximas detalhes do pacto que havia firmado com o partido. Para proteger os figurões, conta que assumiu a responsabilidade por crimes que não praticou sozinho e manteve em segredo histórias comprometedoras que testemunhou quando era o "predileto" do poder. Em troca do silêncio, recebeu garantias. Primeiro, de impunidade. Depois, quando o esquema teve suas entranhas expostas pela Procuradoria-Geral da República, de penas mais brandas. Valério guarda segredos tão estarrecedores sobre o mensalão que ele não consegue mais guardar só para si - mesmo que agora, desiludido com a falsa promessa de ajuda dos poderosos a quem ajudou, tenha um crescente temor de que eles possam se vingar dele de forma ainda mais cruel.
Feita com base em revelações de parentes, amigos e associados, a reportagem de capa de VEJA desta semana reabre de forma incontornável a questão da participação do ex-presidente Lula no mensalão. "Lula era o chefe", vem repetindo Valério com mais frequência e amargura agora que já foi condenado pelo STF. Assinada pelo editor Rodrigo Rangel, da sucursal de Brasília, a reportagem tem cinco capítulos - e o primeiro deles pode ser lido abaixo:

"O caixa do PT foi de 350 milhões de reais"

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. Valério diz que pelas arcas do esquema passaram pelo menos 350 milhões de reais. "Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA", afirma o empresário. Esse caixa paralelo, conta ele, era abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os empréstimos fictícios tomados por suas empresas para pagar políticos aliados do PT. Havia doações diretas diante da perspectiva de obter facilidades no governo. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras não." O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da República.
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: "Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava". Valério diz que, graças a sua proximidade com a cúpula petista no auge do esquema, em 2003 e 2004, teve acesso à contabilidade real. Ele conta que a entrada e a saída de recursos foram registradas minuciosamente em um livro guardado a sete chaves por Delúbio. Pelo seu relato, o restante do dinheiro desse fundão teve destino semelhante ao dos 55 milhões de reais obtidos por meio dos empréstimos fraudulentos tomados pela DNA e pela SMP&B. Foram usados para remunerar correligionários e aliados. Os valores calculados por Valério delineiam um caixa clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores dez vezes maiores que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2002. (VEJA on-line)

Futebol na história

15.9 - 109 anos do Grêmio, fundado em 1903.
Pesquisa: Cláudio Dienstmann