segunda-feira, 18 de junho de 2018

➤COPA DO MUNDO

JOGOS DE HOJE

FASE DE GRUPOS
1ª RODADA

GRUPO F

Domingo - 17/06

12:00
Alemanha 0 X 1 México

Segunda - 18/06

09:00
Suécia 1 X 0 Coréia


GRUPO G

12:00
Bélgica 3 X 0 Panamá

15:00
Tunísia 1 X 2 Inglaterra

CLASSIFICAÇÃO




➤Fundo de R$ 500 milhões

PF investiga ligação de partidos com saques

Foto: Agência Senado/Reprodução
A liberação de contribuições sindicais a entidades e centrais, com suspeita de fraudes em parte dos repasses, passou por filiados aos dois partidos que dividem o controle de áreas estratégicas no Ministério do Trabalho. Partidários do Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SP), e do PTB, mais especificamente do feudo do deputado Jovair Arantes (GO), foram os responsáveis tanto pela efetivação de repasses quanto pela definição do destino de um montante de quase R$ 500 milhões. Na ponta final da liberação dos recursos, em pelo menos um caso a entidade é controlada por um dirigente do Solidariedade.

O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) identificou fraudes em pelo menos três repasses e, desde o fim de março, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). É uma segunda frente de investigações da PF, posterior à Operação Registro Espúrio, que desvendou um esquema de pagamento de propinas para liberação de registros sindicais.

A nova apuração da PF está focada numa fase posterior ao registro sindical, em que entidades buscam ressarcimento de contribuições sindicais depositadas na Caixa Econômica Federal. Este dinheiro é uma espécie de resíduo de contribuições sindicais, uma sobra que acabou depositada na Caixa – numa conta administrada pelo Ministério do Trabalho, com quase R$ 500 milhões – em razão de falhas nas guias de recolhimento.

A base da investigação é um relatório da CGU que apontou fraudes grosseiras para que fossem destravados R$ 3,8 milhões a uma federação de trabalhadores sediada na Bahia. Outros R$ 2,5 milhões, destinados a uma segunda entidade, com sede em Brasília, são investigados.

Paulinho da Força e Jovair Arantes/ Reprodução
Os personagens no caminho da liberação do dinheiro são dos dois partidos que controlam o Ministério do Trabalho. A entidade que recebeu os repasses é a Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade da Bahia, Sergipe e Alagoas (FETTHEBASA), cujo presidente é William Roberto Arditti. William preside o conselho fiscal do Solidariedade, é primeiro vice-presidente do partido em Sergipe e presidente da Força Sindical – a central que se confunde com o partido político, os dois controlados por Paulinho da Força – no mesmo estado.

Dentro do ministério, conforme as investigações da CGU, o então secretário de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante Lacerda, atuou irregularmente para destravar o dinheiro. Ele é segundo secretário de Organização do Solidariedade.

Outras atuações supostamente irregulares foram do então secretário-executivo e número dois da pasta, Leonardo Arantes, que integra o conselho fiscal do PTB em Goiás, e do superintendente do Trabalho em Goiás, Degmar Pereira, filiado ao Solidariedade até 2014 e ao PTB desde 2017.

Leonardo, que é sobrinho do deputado Jovair Arantes, e Carlos foram presos pela PF na Operação Registro Espúrio, por suspeita de também fraudarem a emissão de registros sindicais. O sobrinho do parlamentar perdeu os cargos de secretário-executivo e secretário de Políticas Públicas de Emprego em razão da prisão preventiva. Carlos já havia deixado o ministério em abril. Degmar segue superintendente do Trabalho em Goiás. E William, presidente da FETTHEBASA.

Agência Globo

domingo, 17 de junho de 2018

➤COPA DO MUNDO

JOGOS DE HOJE

FASE DE GRUPOS
1ª RODADA

GRUPO F

Domingo - 17/06

12:00
Alemanha 0 X 1 México

Segunda - 18/06

09:00
Suécia _ X _ Coréia



CLASSIFICAÇÃO


sexta-feira, 15 de junho de 2018

➤Copa do mundo

JOGOS DE HOJE

FASE DE GRUPOS
1ª RODADA
GRUPO C

Sábado - 16/06
07:00
França 2 X 1 Austrália

13:00
Peru 0 X 1 Dinamarca

GRUPO D

10:00
Argentina 1 X 1 Islândia

16:00
Croácia 2 X 0 Nigéria

GRUPO A

Sexta - 15/06
Rússia 5 X 0 Arábia

09:00
Egito 0 X 1 Uruguai


GRUPO B

Sexta- 15/06

12:00
Marrocos 0 X 1 Irã

15:00

Portugal 3 X 3 Espanha

CLASSIFICAÇÃO






➤Novo outsider

José Luiz Datena se candidata


Depois do apresentador Luciano Huck e do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. (STF) Joaquim Barbosa, um novo outsider poderá entrar na disputa nas eleições deste ano. Desta vez, é o apresentador José Luiz Datena, da rádio e TV Bandeirantes quem se apresenta.

Recém-filiado ao DEM, Datena reforçou seu desejo de concorrer a uma vaga no Senado, provavelmente na chapa do ex-prefeito João Doria (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, mas disse que avalia também o lançamento de uma candidatura à Presidência. A participação como vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência, é outra opção que está no radar do apresentador.

Em 2016, Datena chegou a pensar em disputar a Prefeitura de São Paulo. Agora, nestas eleições, cogitou se lançar ao Senado, voltou atrás, e nos últimos dias passou a pensar em participar da disputa, inclusive com voos mais altos.

Nesta quarta-feira, 13, Datena se encontrou em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM à Presidência, para discutir a questão. Ambos afirmaram que a conversa se concentrou na candidatura de Datena ao Senado em São Paulo.

Nos bastidores, porém, o que se diz é que Maia ficou de avaliar melhor as alternativas e consultar os partidos aliados do chamado Centrão. Enquanto isso, Datena se comprometeu a conversar sobre o assunto com Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação. A ideia é os dois voltarem a falar para tomar uma decisão final nos próximos dez dias.

 “Eu me proponho a ser candidato ao Senado. Agora, se pintar a possibilidade de ser candidato à Presidência da República, talvez eu tente ajudar o meu País. Quero ser candidato para ajudar o povo”, afirmou Datena. “É mais uma decisão do partido do que minha. Depende das articulações, dos resultados das pesquisas.”

Sua candidatura presidencial passou a ser ventilada diante da falta de um candidato com força para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) nas eleições presidenciais. Como a candidatura de Alckmin ainda não decolou, cresceu a preocupação no Centrão com os rumos da campanha. 

A percepção é de que o empresário Josué Gomes, do PR – cuja candidatura também tem sido analisada pelo grupo, com possível apoio do DEM –, acabaria sendo “outro Flávio Rocha”, que também luta sem sucesso até agora para ganhar apoio do eleitorado à sua primeira candidatura à Presidência.

Por ser uma figura conhecida dos eleitores, alguns analistas acreditam que Datena possa alcançar de largada 7% ou 8% das intenções de voto e passar Alckmin, que aparece com 5% a 6%, nas pesquisas. “Quem sabe um outsider não possa fazer alguma coisa?”, pergunta Datena. “Só aparece outsider porque quem está aí não está satisfazendo.”

Agência Estado

quinta-feira, 14 de junho de 2018

➤Conduções coercitivas

Por 6 votos a 5, STF impede medida


Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (14) impedir a decretação de conduções coercitivas para levar investigados e réus a interrogatório policial ou judicial em todo o país.

A decisão confirma o entendimento individual do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, que concedeu, em dezembro do ano passado, liminar para impedir as conduções, por entender que a medida é inconstitucional. Também ficou decido que as conduções que já foram realizadas antes do julgamento não serão anuladas.

A Corte julgou definitivamente duas ações protocoladas pelo PT e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A legenda e a OAB alegaram que a condução coercitiva de investigados, prevista no Código de Processo Penal, não é compatível com a liberdade de ir e vir garantida pela Constituição. Com a decisão, juízes de todo o país estão impedidos de autorizar conduções coercitivas para fins de interrogatório.

As ações foram protocoladas meses depois de o juiz federal Sérgio Moro ter autorizado a condução do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento na Polícia Federal, durante as investigações da Operação Lava Jato. O instrumento da condução coercitiva foi usado 227 vezes pela força-tarefa da operação em Curitiba desde o início das investigações.

Votaram contra as conduções os ministros Gilmar Mendes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello. Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, e a presidente, Cármen Lúcia, se manifestam a favor.

Agência Brasil

➤FUTEBOL MUNDIAL

Rússia e Arábia estreiam em 
jogo com cara de decisão


O primeiro jogo da Copa do Mundo já tem cara de decisão – Rússia e Arábia Saudita entram em campo às 12h (horário de Brasília) nesta quinta-feira, no estádio Lujniki, em Moscou, e devem partir para o ataque. Isso porque russos e árabes sabem que Uruguai e Egito são os favoritos para as duas vagas nas oitavas de final da competição pelo Grupo A – uma derrota na estreia poderá acabar com qualquer chance de classificação. A partida será apitada pelo argentino Néstor Pitana e poderá ser a primeira a utilizar o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR, na sigla em inglês) na competição da Rússia.

Antes, às 11h30 (Brasília), deve começar uma enxuta cerimônia de abertura, com poucos shows e a presença de pouco mais de 20 chefes de Estado. Entre eles, o presidente do Azerbaijão, Ilkham Aliev, de Ruanda, Paul Kagame, da Bolívia Evo Morales, além dos primeiros-ministros do Líbano, Saad Hariri, e da Armênia, Nikol Pashinian. Além, é claro, do anfitrião, o presidente Vladimir Putin. 


FASE DE GRUPOS
1ª RODADA


GRUPO A

Quinta - 14/06

12:00
Rússia 5 X 0 Arábia

Sexta - 15/06

09:00
Egito 0 X 1 Uruguai


GRUPO B

Sexta- 15/06

12:00
Marrocos _ X _ Irã

15:00

Portugal _ X _ Espanha


GRUPO C

Sábado - 16/06

07:00
França _ X _ Áustria

13:00

Peru _ X _ Dinamarca


GRUPO D

Sábado - 16/06

10:00 
Argentina _ X _ Islândia

16:00

Croácia _ X _ Nigéria


GRUPO E

Domingo - 17/06

09:00
Costa Rica _ X _ Sérvia

15:00

Brasil _ X _ Suíça


GRUPO F


Domingo - 17/06

12:00
Alemanha _ X _ México

Segunda - 18/06

09:00
Suécia _ X _ Coréia



GRUPO G

Segunda - 18/06

12:00
Bélgica _ X _ Panamá

15:00

Tunísia _ X _ Inglaterra


GRUPO H

Terça - 19/06

09:00
Colômbia _ X _ Japão

12:00

Polônia _ X _ Senegal

quarta-feira, 13 de junho de 2018

➤FUTEBOL


SÉRIE A - 12ª RODADA

Terça – 12/06
21:30
São Paulo 3 X 0 Vitória – Morumbi

Quarta – 13/06
16:00
América MG 0 X 0 Chapecoense – Independência

19:00
Fluminense 0 X 1 Santos – Maracanã

19:30
Sport 0 X 0 Grêmio – Ilha Retiro
Paraná 1 X 1 Cruzeiro – Durival Brito

21:00
Palmeiras 1 X 1 Flamengo – Arena Palmeiras
Botafogo 2 X 0 Atlético PR – Engenhão

21:45
Internacional 3 X 1 Vasco – Beira Rio
Atlético MG 2 X 1 Ceará – Independência
Bahia 1 X 0 Corinthians – Fonte Nova

CLASSIFICAÇÃO



➤Blog BR 18

Com ou sem Lula, Bolsonaro lidera no RS


O deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSL, está na frente na corrida presidencial no Rio Grande do Sul. É a primeira vez numa pesquisa das eleições 2018 que ele ocupa a ponta com ou sem Lula na disputa e fora da margem de erro. No cenário com Lula, JB aparece com 28,1% das intenções de voto, enquanto o petista fica com 20,5%, segundo uma sondagem realizada pela Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira, 13.

No cenário sem Lula e com Fernando Haddad em seu lugar, Bolsonaro tem 29,4% das preferências e o ex-prefeito de São Paulo, 1,6%. Sem a participação de Lula ou de outro candidato do PT no pleito, Bolsonaro chega a 29,5%. A Paraná Pesquisas entrevistou 1.540 eleitores, em 64 municípios gaúchos, entre os dias 6 a 11 de junho. / José Fucs

Agência Estado

➤Efeito suspensivo

STJ nega recurso para que Lula seja solto


O ministro Félix Fischer, relator dos casos da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conceder efeito suspensivo ao recurso que o petista apresentou ao STJ. Se tivesse aceito as argumentações de Lula, Fischer suspenderia todos os efeitos da pena, o que incluiria libertar o ex-presidente da prisão e torná-lo elegível para as eleições de 2018.

Na avaliação do ministro, como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ainda não decidiu se vai ou não remeter o recurso especial do ex-presidente ao STJ, seria “uma verdadeira antecipação do julgamento” autorizar o efeito suspensivo nessa altura do processo.

Na petição ao ministro, a defesa alegou que a pressa se justificava pelo fato de Lula ser pré-candidato à Presidência da República pelo PT e precisar da suspensão da pena para participar do processo eleitoral. De acordo com seus advogados, o ex-presidente “corre sérios riscos” de ter “seus direitos políticos cerceados” se ficar de fora da eleição.

O chamado “efeito suspensivo” é um mecanismo possível em recursos apresentados ao STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio dos quais os ministros podem identificar, de antemão, a existência de contestações grandes na condenação, que justifiquem o não cumprimento de nenhuma pena até uma decisão definitiva. Em um mal sinal para novos pleitos do ex-presidente nesse sentido, o ministro Félix Fischer já adiantou considerar que esse tipo de decisão é a exceção, não a regra.

A defesa do ex-presidente Lula ainda pode tentar outros caminhos para a aprovação desse pedido. Primeiro recorrendo desta decisão de Fischer à Quinta Turma do tribunal e, posteriormente, reiniciar todo o processo se – e quando – o TRF4 admitir que seu caso é passível de ser analisado pelos ministros do STJ.

Portal VEJA

➤Julgamento de Gleisi

STF marca para a próxima terça-feira


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira, dia 19, o julgamento de uma ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Presidente nacional do PT, Gleisi é acusada de receber 1 milhão de reais do esquema da Petrobras para a sua campanha ao Senado em 2010.

A petista será a segunda política a ser julgada pelo Supremo nos quatro anos de investigação da Operação Lava Jato. O primeiro, o deputado Nelson Meurer (PP-PR), foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No que depender da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a presidente do PT vai engrossar a lista: em manifestações finais na ação, a chefe do Ministério Público Federal pediu a condenação à prisão da petista e o pagamento de uma multa de 4 milhões de reais de indenização pelos danos.

A ação foi liberada para julgamento pelo revisor do processo, o ministro Celso de Mello, na última quinta-feira, 7. Além dele, votarão o futuro da senadora o relator, Edson Fachin, e os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Se for condenada, mas obtiver ao menos 2 dos 5 votos a seu favor, Gleisi poderá recorrer ao Plenário do Supremo.

Portal VEJA

terça-feira, 12 de junho de 2018

➤Corrupção no Ministério do Trabalho – 2

STF proíbe contato de Cristiane com o pai


Na decisão em que autorizou a Polícia Federal a fazer busca e apreensão nas residências e no gabinete da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, proibiu que ela mantenha contato com investigados na Operação Espúrio, entre os quais o próprio pai da parlamentar, o deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

A deputada também está proibida de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com servidores, a não ser para tratar de assuntos relacionados o exercício do mandato. Mesmo assim, deve informar sobre isso com antecedência ao STF.

Roberto Jeferson foi alvo da primeira fase da operação, no dia 30 de maio. Ele é suspeito de integrar a quadrilha que vende registros sindicais no Ministério do Trabalho.

Segundo as investigações, o grupo não respeita a fila dos pedidos de registro, e aprova os de sindicatos que pagam propina a parlamentares.

Portal G1

➤Corrupção no Ministério do Trabalho

Mensagens mostram participação de Cristiane Brasil
Dep. Cristiane Brasil - Foto: Reprodução
Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que a segunda fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada nesta terça-feira 12, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) porque há “indícios” de seu envolvimento em um esquema criminoso de fraude em registros de sindicatos no Ministério do Trabalho.

O esquema foi revelado por VEJA em março e desmantelado na primeira fase da operação, no último dia 30. Por “indícios”, o MPF se refere a mensagens encontradas no celular do servidor Renato Araújo Júnior, que atuava na Secretaria de Relações do Trabalho e seria “o braço-direito” da deputada no Ministério do Trabalho.

Segundo a Procuradoria, diálogos entre Cristiane e Araújo tratavam de orientações sobre como o servidor deveria executar o esquema criminoso. “Além de orientar o servidor em relação a como agir na análise de pedidos, há inclusive mensagens que tratam da cobrança de valores previamente combinados”, diz o texto. Nas mensagens, a deputada faz referência ao pai, o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

Reportagem de VEJA demonstrou que, por meio de indicações políticas para cargos técnicos na pasta, o PTB, em uma espécie de “sociedade oculta” com o Solidariedade, montou uma engrenagem de corrupção, que consistia na cobrança de propinas em troca da permissão para a criação de novas entidades sindicais. O setor que cuida do assunto no governo federal é justamente a Secretaria de Relações do Trabalho.


Caciques dos dois partidos, em especial Jefferson e os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Paulinho da Força (SD-SP) – todos alvos da primeira fase da investigação –, receberam, segundo as investigações da Polícia Federal, propina em troca da influência política na pasta, exercida pelas legendas desde o início do governo do presidente Michel Temer (MDB).

A própria Cristiane Brasil chegou a ser nomeada por Temer para assumir o cargo de ministra do Trabalho em janeiro, mas a indicação foi suspensa por decisões judiciais, até que o governo desistiu. Hoje, o ministério é dirigido interinamente por Helton Yomura, também ligado ao PTB.

Cristiane Brasil afirma ter ficado “surpresa” por ser alvo da segunda fase da operação. Segundo a deputada, ela “não tem papel nas decisões tomadas pelo Ministério do Trabalho”. “Espero que as questões referentes sejam esclarecidas com brevidade e meu nome limpo”, disse.

Portal VEJA

➤Inquérito contra ministro

STF restringe foro e envia para 1ª instância


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12), por 4 votos a 1, enviar à primeira instância da Justiça do Mato Grosso um inquérito contra o atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Com isso, o colegiado entendeu que há restrição para o foro privilegiado de ministros do Executivo em relação a supostos crimes cometidos antes ou sem relação com o cargo.

Maggi foi denunciado no início do mês passado, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por corrupção. Ele foi acusado de participar de esquema de compra de vaga no Tribunal de Contas do Mato Grosso em 2009, quando era governador do estado. Ele hoje está licenciado do mandato de senador para exercer o cargo de ministro.

Ao baixar o caso de instância, a Primeira Turma aplicou o entendimento estabelecido pelo STF em 3 de maio em relação a deputados e senadores. Naquela data, o plenário decidiu que só devem permanecer na Corte os processos contra parlamentares que tratem de supostos crimes cometidos durante e em função do cargo.

“A razão de decidir do julgamento [de maio] se aplica indistintamente em relação a qualquer hipótese de prerrogativa de função”, afirmou o relator do caso, ministro Luiz Fux, ao votar pelo envio do caso de Blairo Maggi à primeira instância. Ele foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber.

O ministro Alexandre de Moraes também votou para que o caso fosse baixado de instância, mas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não ao primeiro grau, pois o conselheiro do Tribunal de Contas do MT Sergio de Almeida também foi denunciado, e devido ao cargo ele teria foro naquela corte, mesmo que os supostos crimes tenham sido cometidos antes de ele assumir. 

Moraes ressaltou que, para ele, a decisão sobre a restrição do foro de parlamentares não poderia se estender a conselheiros de tribunais de contas sem que houvesse outro julgamento, por não se tratar de cargo eletivo, mas sim vitalício. No caso de Maggi, ele considerou que o ministro é, antes de tudo, senador, motivo pelo qual seu foro já estaria restrito.

Barroso destacou que em relação a outros cargos, que não parlamentares, ficou estabelecido em maio que a restrição do foro seria decidida no caso a caso. “Como surgiu essa hipótese aqui, estou me pronunciando no sentido de que a conselheiro de estado se aplica o mesmo entendimento”, disse, ao votar pelo envio da denúncia à primeira instância, e não ao STJ. 

A denúncia contra Blairo Maggi é resultante da Operação Ararath, iniciada em 2013 para apurar a atuação de “bancos de propina” clandestinos no Mato Grosso, bem como a existência de organização criminosa no alto escalão dos poderes Executivo e Legislativo do estado. A operação resultou na abertura de mais de 50 inquéritos policiais.

No caso da denúncia contra Maggi, as investigações apontaram que ele tomou parte em repasses de ao menos R$ 4 milhões em propina para que um dos conselheiros do TCE-MT se aposentasse no momento mais conveniente para a nomeação de um aliado.

Agência Brasil

➤Mailson da Nóbrega

A desfaçatez de Dilma, de Lula e do PT


As disputas políticas costumam ser fonte de barbaridades. Mentiras, ataques vis, difamação, injúria, fake news e outros recursos são utilizados para adquirir apoio ou para desmoralizar adversários. A campanha eleitoral de Donald Trump é o exemplo mais claro dos tempos atuais.

O PT é grande mestre nesse campo. Sabe manipular fatos para conquistar mentes. Seus líderes são useiros e vezeiros em explorar a boa-fé dos eleitores e em lançar mão de argumentos falsos para atingir a reputação dos que não pensam como eles.

Agora, buscam se safar da culpa pelas dificuldades que o país enfrenta. “Nós erguemos a Petrobras”, foi o que Dilma Rousseff declarou semana passada, em um post na sua conta no Twitter. Aproveitou para alegar suposto plano de destruição da Petrobras posto em prática “pelo governo golpista”. Incrível, não?




NÓS ERGUEMOS A PETROBRAS.
Dilma Rousseff denuncia o plano de destruição da Petrobras posto em prática pelo governo golpista. E fala com o povo após visita a Lula.
Assista ao vídeo no link abaixo:http://dilma.com.br/nos-erguemos-petrobras/ …
12:11 - 4 de jun de 2018
Informações e privacidade no Twitter Ads

Até as pedras sabem que foram os governos do PT, particularmente o de Dilma, que quase destruíram a Petrobras. A estatal foi alvo do maior esquema de corrupção da história. Além disso, obrigaram-na a participar como operadora única na exploração do petróleo do pré-sal, controlando pelo menos 30% dos poços. Isso levou seu endividamento a nível excessivo e perigoso, que só recentemente, na gestão de Pedro Parente, começou a ser revertido. O controle de preços de combustíveis quase matou a Petrobras.

Lula não fez por menos. No lançamento de sua candidatura à Presidência, na última sexta-feira, em Belo Horizonte, enviou carta aos convencionais, na qual diz que este é o seu compromisso de vida e representa a esperança. “É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República”, disse ele. Na verdade, foram ele e Dilma os autores da maior recessão da história, que jogou mais de 13 milhões de brasileiros na amargura do desemprego e reverteu ganhos sociais dos menos favorecidos.

O PT fez coro com Lula na estratégia de imputar ao atual governo a autoria dos problemas atuais do Brasil. O partido divulgou vídeo afirmando que “o povo quer, a lei permite, o Brasil precisa. Lula, o Brasil feliz de novo”. Na mesma linha, fala em crises do governo Temer e defende a liberdade de Lula. Pode?

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, concluiu o evento afirmando que “Lula é o preferido do povo, é a única liderança capaz de conduzir o país à pacificação social”. E prosseguiu: “o povo não aceita retroceder. Com Lula se parcelava carro e casa. Agora se parcela combustível e gás de cozinha”. Demagogia é isso aí.

Tudo indica que a candidatura Lula, caso registrada, será impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O PT corre o risco de não dispor de tempo para construir um Plano B, o que o alijaria do segundo turno pela primeira vez desde as eleições de 1989. O partido pode estar caminhando para o suicídio político.

Uma forte minoria por certo acreditará nas barbaridades ditas por Dilma, por Lula e pelo PT, mas eles bem que poderiam poupar a maioria de tanto descaramento.

Portal VEJA